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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Álbum - Sob o Sol de Parador

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Prof. Carl Lima
Redação d'O Historiante




Que tal um álbum que sintetize em algumas canções a Nova República brasileira – pós 1985 – especificamente o anos de 1988-1989, período que se destaca pela conclusão da nossa última Constituição e a primeira eleição direta presidencial desde 1960? Pois bem, é nesse contexto que o cantor e compositor Lobão produziu e lançou o seu “Sob o Sol de Parador”.  Disco pouco divulgado e proporcionalmente vendido, cantado com muito grito e revolta. O que, para alguns, representava desafino e falta de técnica vocal, para outros era a forma mais irônica de denunciar e protestar.

Da África do Sul ao Brasil: o terror da violência contra a mulher.

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Prof. Pablo Michel Magalhães
Redação d'O Historiante



Venho cada dia mais me surpreendendo com a bestialidade do ser humano. Ainda que façamos parte de uma sociedade dita "civilizada", que arroga para si uma modernidade e uma sofisticação nunca antes vista, convivemos com exemplos de violência e brutalidade que me fazem questionar: civilizados? Não vou me estender sobre todos os aspectos que, a meu ver, negam essa pretensa civilidade, porque não caberia em uma simples crônica. Voltarei minha atenção para uma das piores atitudes do presente, fruto de uma péssima e antiga prática: a violência contra mulheres.

Livro - O Rebelde

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Prof. Pablo Michel Magalhães
Redação d'O Historiante


Ler alimenta a alma, revigora o espírito, potencializa o intelecto, amplia os horizontes. Deixar correr a imaginação, ao passo em que os olhos deslizam pelas páginas de um bom livro, é uma das experiências mais enriquecedoras criadas pela humanidade. Uma pena verificar que, cada vez mais, este ato tão vital vem sendo negligenciado. Quem perde mais, o indivíduo em sua particularidade ou a sociedade em sua coletividade? Prefiro acreditar que estas duas esferas são prejudicadas.
Enquanto muitos ligavam a TV, em busca de reality shows, escolas de samba e programas de auditório de gosto duvidoso, tive o prazer de folhear um bom romance histórico. Aprecio as incursões literárias sobre eventos da história, e o trabalho de Jack Whyte no livro O Rebelde faz com que o leitor realmente mergulhe em pleno medievo, acompanhando a trajetória de um William Wallace meio herói, meio bandido, um fora-da-lei patriota, transformado em lenda nas gue…

Carnaval, desigualdade, Spike Lee e o que mais couber...

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Prof. André Araújo 
Redação d'O Historiante


O carnaval, em cidades que vivem intensamente esta festa, é um prato cheio para análises sobre a sociedade em que vivemos. Uma sociedade desigual reproduz sua desigualdade em todas as suas instâncias, seja na economia, educação, cultura e quaisquer campos em que se possa separar e analisar. Em algumas áreas, a exclusão, violência e desigualdade de tratamento para com a condição humana são mais evidentes que em outras. É relativamente comum e compreensivo que olhos mais atentos para essa situação desigual se indignem e busquem esbravejar contra estes nichos de reprodução de desigualdades. Neste contexto, veio a Salvador o cineasta Spike Lee, para captar cenas do seu novo documentário chamado até então de “Go, Brazil, Go”, que deve discutir a questão racial num país que, dentre muitas questões, chama a atenção do mundo pelo crescimento econômico e grande quadro de desigualdade. O filme, que tem previsão de estrear no próximo ano, no festival…

A presidenta Dilma Rousseff

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Prof.ª Josi Brandão Redação d'O Historiante





O ano de 2005  marcou a saída do ministro da casa civil José Dirceu, uma tomada essencial para amenizar a crise institucional que se abateu sobre o governo Lula, já profundamente marcado por escândalos políticos. Ficava, assim, mais evidente que havia um projeto de poder presidencial a caminho, onde provavelmente o Dirceu seria o favorito ao cargo, mas sua situação critica de denúncias abalou essa manobra. Com isso, ficava aberta a busca por um nome capaz de promover a "linha sucessória" presidencial. Um nome que fosse de alguém competente, politicamente engajado, conhecedor de todos os setores do governo e representasse força para colocar ordem na casa. A decisão foi sábia: tirar Dilma Rousseff das Minas e Energia e nomeá-la ministra-chefe da Casa Civil.

Mais uma resposta ao Senhor Silas Malafaia

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Prof. Carl Lima
Redação d'O Historiante




É meus caros, em nome de Deus cometem-se vários tipos de atrocidades e desrespeitos. Tudo respaldado numa fé cega e aparelhada por indivíduos que se colocam enquanto  “ungidos” e fiéis representantes de uma divindade-mor em nossa vida mundana. Não estou recorrendo à História e nem me reportando à Idade Média ou ao Tribunal de Santo Ofício, tampouco, estou falando da dita "Guerra Santa/justa" no Oriente médio. Direciono minha atenção e preocupação ao Brasil desse inicio de século, onde uma série de discursos  proferidos por Pastores de Igrejas evangélicas, não só das ditas neo-pentecostais, geralmente mais vulneráveis às críticas, atentam contra os direitos civis, que foram duramente conquistados, demonstrando desrespeito aos valores humanos e ratificando preconceitos e ódio.


Livro - O Santo Inquérito

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Prof.André Araújo
Redação d' O Historiante


Silas Malafaia foi entrevistado por Marília Gabriela nesta semana e fora, sem dúvidas, um dos assuntos mais comentados da semana. Contrariando a máxima que “política, religião e futebol não se discutem”, no programa de entrevista da Marília Gabriela só faltou uma discussão futebolística para desfazer esta tríade perversa e “maldita”, pois tudo que é humano não é definitivo, e, necessariamente, deve ser compreendido a partir do dialogo, da discussão, mas, sempre, sob a ótica do respeito, evidentemente. Acredito que seria pedir demais um programa tão universal (sem querer fazer trocadilho com a concorrente da igreja do pastor Malafaia), portanto, fico satisfeito pelos aspectos políticos e religiosos trazidos à tona e, sobretudo, a certeza que nestes três campos o respeito é fundamental e, mais ainda, o silêncio diante de qualquer intolerância é extremamente prejudicial à construção de uma sociedade solidária e mais justa.
Campos férteis para…

Filmes - Vênus Negra

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Prof. Josi Brandão
Redação d'O Historiante


O filme é baseado numa história real ambientada no século XIX, a respeito de Saartjie, uma sul-africana  que foi levada a Europa com a promessa de ficar rica com suas apresentações de dança, e vive períodos de plena exploração. Ela se torna atração principal de um circo cujo dono, Hendrick Caezar (Andre Jacobs), coloca a Venus Hotentote, como era chamada (devido as suas formas muito generosas), como principal atrativo, vestindo roupas coladas ao corpo, para expor suas formas, numa demonstração de selvageria,  garantindo seu lucro fácil.