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Mostrando postagens de Dezembro, 2013

Livro - "Quatro dias de rebelião", de Joel Rufino dos Santos.

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Profº André Araújo Redação d'O Historiante
“Queremos pão, vacina não!”, palavras de ordem desse gênero ecoaram no Rio de janeiro em 1904. Revoltosos no Rio de Janeiro, então capital brasileira, reclamavam de políticas públicas autoritárias, mesmo que as mesmas visassem acabar com a varíola, doença que assolava a população carioca. Nesse cenário, Joel Rufino dos Santos pede licença aos métodos rígidos de sua formação de historiador e lança mão de uma escrita ficcional para nos aproximar deste episódio conhecido como a Revolta da Vacina através do seu livro “Quatro dias de rebelião”. A sua versão romanceada do episódio contém personagens famosos e anônimos desse Rio de Janeiro do início do século XX, bem como personagens inventados. Da mesma forma como mesclam-se pessoas reais e inventadas no livro, assim ocorre  também com os locais, alguns fictícios, outros reais (como a Rua da Pouca Vergonha), mesmo que tenha-se lhes atribuído fatos que não ocorreram necessariamente naquele local.

A meritocracia na educação e a farsa dos índices de avaliação.

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Profª Aline Martins
Redação d'O Historiante

Diante das crises econômicas que se instalaram a partir da década de 1970 ao redor do mundo, a saída dos governos tem sido aprofundar as politicas neoliberais, que foram difundidas no início do século XX e reapareceram com mais vigor na década de 1980 com o presidente Reagan (EUA) e a primeira-ministra da Inglaterra Margarteh Thatcher. De acordo com a teoria neoliberal, o Estado deve ter participação miníma nas políticas sociais (moradia, saúde, saneamento, educação, previdência social, etc) sendo esta reponsabilidade repassada a sociedade e empresas privadas, reproduzindo assim o capital. O Estado passaria então a funcionar como uma empresa privada, cujos objetivos devem ser: gastar pouco, ter responsabilidade fiscal, ser eficiente, etc. E a solução para isso é retirar direitos e privatizar estatais. A partir da década de 1990, surge a “Terceira Via”, que nada mais é do que a redefinição do neoliberalismo, onde o papel do Estado passa a…

"Somos um Rio" ... literalmente!

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Profª Aline Martins Redação d'O Historiante
O slogan da prefeitura do Rio mais do que nunca ficou perfeitamente adequado a cidade. No dia 11 de de dezembro, na última quarta-feira, o Rio tornou-se um "grande rio"... literalmente. Mas não, não pensem que a culpa é de nossos governantes com a sua omissão que já vem de anos, nem pelo descaso com investimentos em prevenção de enchentes, políticas de habitação ou de esclarecimento da população quanto a descarte de lixo.

Filme - Serra Pelada.

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Prof. Pablo Michel Magalhães
Redação d'O Historiante



Para começar, o pernambucano Heitor Dhalia. Em seu currículo, filmes como O Cheiro do Ralo (resenhado aqui pelo caro amigo Carl Lima), À deriva e o hollywoodiano Gone (12 horas, no Brasil). Em um modo geral, Dhalia imprime nos filmes que dirige uma marca própria, desde a construção do roteiro até a criação dos personagens, passando pela própria produção de cada longa. À exceção de Gone (12 horas), onde ficou limitado pelas amarras do estúdio norte-americano e pouco influiu na concepção da trama, o diretor pernambucano, seja trabalhando com adaptação literária para as telonas, como em O Cheiro do Ralo, quanto produzindo obra conceitual e inédita, caso e À deriva, consegue desenvolver ótimos trabalhos fílmicos.

Incendio no Memorial: A decadência estético/cultural do Brasil exposta ao público

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Profº Tiago Araújo
Redação d'O Historiante

Uma notícia estarrecedora estampa os jornais escritos e ocupam um tempo considerável dos jornais televisivos: um incêndio de grandes proporções no Memorial da América Latina que destruiu uma das obras primas arquitetônicas assinadas por um dos maiores pensadores e arquitetos do mundo (Oscar Nyemayer) e também obras de arte importantes como a tapeçaria assinada por Tomie Ohtake.