O que é o Nióbio?

O nióbio foi descoberto em 1801 pelo cientista britânico Charles Hatchett. O nióbio foi confundido com o tântalo pelo químico inglês William Hyde, e o mesmo afirmou que os dois elementos eram idênticos. Foi só em 1846 que outro químico, o alemão Heinrich Rose, comprovou que eram elementos diferentes.

As aplicações do nióbio são extremamente importantes. Basta adicionar, apenas, 100 gramas deste elemento em uma tonelada de qualquer liga de aço que a torna muito mais forte e maleável. Ele pode ser usado em carros, turbinas de avião, aparelhos de ressonância magnética, joias entre outras finalidades.

O Brasil tem, praticamente, todas as reservas de nióbio do planeta: cerca de 98%, equivalente a 842 milhões de toneladas do minério, que valem cerca de  US$ 22 trilhões: o dobro do valor de todo petróleo do pré-sal.

Mas nem tudo é um mar de flores. O nióbio é substituível: vanádio e titânio cumprem a mesma função. Ou seja, não adianta o Brasil tentar restringir a extração do nióbio (para forçar a elevação do preço), pois outros metais poderão ser adquiridos de outras regiões. Além disso os 2% do nióbio no restante do planeta são suficientes para suprir as necessidades mundiais por um bom período (já que não é necessário grandes quantidades do minério para suprir suas funções).

Aumentar a produção também não é uma boa ideia, pois a produção atual já abastece todas as necessidades mundiais (e o aumento da extração faria o preço cair, gerando prejuízos).

Ou seja, o nióbio é um mineral incrível, mas pode ser substituído facilmente. Não adianta fazer uma política protecionista por parte do Brasil, pois isso só fará com que os compradores optem por outro elemento ou recorrer ao restante do nióbio nos outros países, que é suficiente para abastecer a demanda mundial e não adianta tentar acelerar demais a exportação pois isso só fará o preço dele despencar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

As Origens do Dia do Trabalho

Cor não tem gênero (ou "O Conto da Aia brasileira)

Filme - A Vida é Bela.