WikiLeaks e a Verdade Oculta
WikiLeaks é
uma organização sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que
publica em sua página, com fontes anônimas, documentos, fotos e
informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos
sensíveis e sigilosos.
A página foi
lançada em dezembro de 2006 e, em meados de novembro de 2007, já continha 1,2
milhão de documentos. Seu fundador e o jornalista e
cyberativista australiano Julian Assange, que estava em condição de exilado na embaixada
do Equador em Londres até o dia 11 de abril de 2019, quando foi entregue à
polícia britânica, após o governo do Equador suspender o asilo que concedia ao mesmo.
A WikiLeaks
publicou grandes quantidades de documentos confidenciais do governo dos Estados
Unidos, com forte repercussão mundial. Em abril de 2010, divulgou um vídeo de 2007, que
mostra o ataque de um helicóptero Apache dos Estados Unidos, que matou pelo menos 12
pessoas, entre estes mortos estavam dois jornalistas da agência de notícias
Reuters, em Bagdá, durante a ocupação do Iraque.
Em julho daquele
mesmo ano, WikiLeaks promoveu a divulgação de uma grande quantidade de
documentos secretos do exército dos Estados Unidos, reportando a morte de
milhares de civis na guerra do Afeganistão em decorrência da ação de militares
norte-americanos.
Como
aliados, a WikiLeaks atraiu vários os meios tradicionais, como os jornais El País, Le Monde, Der Spiegel, The
Guardian e The New York Times, com o intuito de divulgar conteúdos secretos da
diplomacia americana, recebendo manifestações de apoio de chefes de Estado como
Luís Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin, que defenderam sua liberdade.
Julian
Assange foi autor dos livros: “Cypherpunks – Liberdade e o futuro da Internet”,
onde acusa governos de usarem a internet com objetivos de manutenção do poder econômico
e político e “Wikileaks – A guerra de Julian Assange contra os segredos de
Estado”.
A prisão do
fundador do WikiLeaks tem relação com pedido de extradição feito por
autoridades norte-americanas. Se as acusações de espionagem forem confirmadas
na justiça dos Estados Unidos, Julian Assange pode ser condenado à pena de
morte.

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