Ordem Social da Idade Média

Na Idade Média, a ordem social estava regida em três classes (clero, nobreza, camponeses) quase que imutáveis. Mas como era a vida do camponês?

Como trabalhador, cabia ao camponês lavrar a terra. Morando em casas simples, como pelo menos dois cômodos, a alimentação dependia muito do que conseguisse produzir da terra, já que a agricultura era de subsistência, consistindo principalmente em preparos de vegetais, legumes e pão. A condição servil não era como de um escravo, o servo não poderia ser vendido, mesmo não tendo uma forma de remuneração, já que o pagamento era o direito de “utilizar” a terra do seu senhor e ser protegido pelo mesmo.

O servo poderia sair da terra do seu senhor, desde que não tivesse dívidas com seu “protetor”, havia diversão para os servos. As festas durante  o ano eram diversas, em sua maioria religiosas, como os dias de santos ou o natal.

As peregrinações também faziam parte da vida dos servos, a ida para os locais santos eram uma forma de mobilidade e contato além do feudo. 

      Os servos, que não faziam parte da vida educacional medieval, diferente dos nobres, que tinham acesso a educação, onde os filhos aprendiam disciplinas como latim ou táticas de guerra. 
 
Dentro desta sociedade as mulheres tinham o seu papel, além do tradicional “cargo” de esposa e mãe. O papel das mulheres na sociedade medieval teve um grande impulso com o culto a virgem Maria, a partir do século XII. Havia a submissão das mulheres aos homens, a predominância em relação a heranças era passada para herdeiros homens, mas o surgimento de Maria dentro da liturgia cristã, tanto levou a importância das mulheres dentro da Igreja, como coincidiu com as Cruzadas, onde os senhores feudais deixavam sob cuidado das esposas, os seus feudos e em muitas casos as esposas eram responsáveis por arrecadas valores para pagar resgates dos esposos.

Algumas mulheres conseguiram espaço dentro das áreas do conhecimento como a filosofa Cristina de Pisano e a monja e escritora Hildegarda de Birgen e até da guerra, como com Joana D’Arc (importantíssima para França na Guerra dos Cem Anos) e Joana de Flandes, que lotou na guerra de sucessão da Bretanha, no século XIV, que resistiu ao cerco, organizado contra seu castelo.

As mulheres das classes camponesas da sociedade feudal não tinham tamanha sorte. Além da quase imobilidade social era uma das vitimas dos Autos da Fé, sob acusações de bruxaria. Mas as mulheres tiveram importante papel dentro da sociedade medieval.

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