Alzira Soriano e o voto feminino no Brasil




Prof. Cleber Roberto
Redação do Historiante

O mês de fevereiro é marcado por uma importante conquista do movimento feminista no Brasil. Com o Código Eleitoral Provisório de 24 de fevereiro de 1932, durante o Governo de Getúlio Vargas, foi liberado o voto feminino, mas com uma série de restrições.

Foram anos de luta para essa conquista das mulheres, que teve início antes mesmo da Proclamação da República.

Mas foi num estado do Nordeste onde ocorreu o pioneirismo do voto feminino no Brasil, quatro anos antes do Código Eleitoral de Vargas. A primeira mulher a ter direito de voto no Brasil foi Celina Guimarães Viana, que pediu no cartório de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para ingressar na lista de eleitores e ela votou nas eleições de 5 de abril de 1928.

O Rio Grande do Norte regulamentou seu sistema eleitoral, e no artigo 17 da lei eleitoral potiguar, de 1926, dizia: “No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexos, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por lei”. O caso ganhou repercussão mundial, mas a Comissão de Poderes do Senado, não aceitou o voto de Celina Guimarães.

Contudo os direitos eleitorais das mulheres tiveram uma nova vitória na década de 1920. E foi, também, no Rio Grande do Norte, onde ocorreu à eleição da primeira prefeita.

Alzira Soriano de Souza (foto), foi eleita prefeita da cidade de Lajes, em 1928, com 60% dos votos, sendo a primeira mulher da América Latina a assumir o governo de uma cidade segundo notícia publicada na época pelo jornal norte-americano “The New York Times”. Alzira exerceu o cargo por apenas um ano, pelo então Partido Republicano. Em 1930, descontente com a eleição de Getúlio Vargas, ela deixou a função.

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