Seleção de reportagens e entrevistas relacionadas ao tema: 50 anos do golpe civil-militar.

Confira  trechos das matérias e clique nos links para vê-las na íntegra:


Caderno especial do jornal "O Globo" sobre os 50 anos do golpe: http://oglobo.globo.com/pais/50-anos-do-golpe/


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Em fotos, vídeos, áudios e documentos históricos, o Portal EBC apresenta a cronologia do golpe de 1964. Da posse de João Goulart à declaração do primeiro ato institucional do regime militar, reveja os principais fatos que resultaram na suspensão da democracia no Brasil por mais de duas décadas:  http://www.ebc.com.br/cronologia-do-golpe


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Ditadura em Passos:


"Criado pelo professor de história José Leite de Carvalho, pelo jornalista José dos Reis Santos e pelo videocinegrafista Itamar da Silva Bonfim, o Projeto Memórias traz relatos de pessoas que foram vítimas das truculências da ditadura militar. Os coordenadores já iniciaram a segunda fase do documentário – que resultará em livro e vídeo sobre a história recente da cidade –, que consiste na edição do material recolhido. Além deste tema, o Projeto Memórias abrange diversos outros assuntos dos vários segmentos de Passos e região.
(...)Em sua entrevista ao Projeto Memórias, o professor e historiador Antônio Theodoro Grilo diz que havia forte vigilância em todos os setores da sociedade, principalmente no meio acadêmico. “Eu e outros professores do Colégio Estadual (E.E. Júlia Kubitschek) andávamos prevenidos, inclusive com paletó. Se fôssemos presos, pelo menos já tínhamos o agasalho”, contou.

Por sua vez, o radialista Sebastião Almeida passou por maus momentos, por ter tocado, na Rádio Passos, a música “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré. Considerada um “hino” pelos que lutavam contra a ditadura, a música foi proibida pelos militares. “Sebastião Almeida passou várias horas no 12º BPMMG para explicar por que e com ordem de quem tocou aquela música”, informam os coordenadores do Projeto."

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Em vídeo divulgado pelo Instituto Lula, o ex-presidente relembrou o golpe militar e defendeu o direito à livre manifestação
"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um vídeo sobre os 50 anos do golpe militar no Brasil. Na mensagem divulgada pelo Instituto Lula, ele lembra que aquele momento histórico “suspendeu nosso regime democrático, revogou liberdades essenciais, prendeu milhares de militantes políticos e fez com que outros tantos tivessem que sair do país”.
“Devemos sim lembrar nosso passado, lamentar o período sombrio pelo qual passamos, mas sobretudo lutar a cada dia para ampliar a nossa democracia, incluindo cada vez mais gente e fazendo com que nosso sistema político represente cada vez melhor o povo brasileiro. (…) Este país será o país que queremos se conseguirmos garantir a democracia”, finaliza.

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Dilma orienta Defesa a não comemorar os 50 anos do golpe militar

Chefes das Forças Armadas já orientaram a tropa a evitar comemorações no dia 31 de março, interna ou externamente; a preocupação é com os militares da reserva


"Brasília - A presidente Dilma Rousseff sinalizou nesta sexta-feira, 14, que não quer celebrações dos militares da ativa por conta do aniversário de 50 anos do golpe de 31 de março. Dilma mobilizou o ministro da Defesa, Celso Amorim, que já conversou com os comandantes militares sobre o assunto (...)

O clima na ativa das Forças Armadas, até o momento, é de distensionamento. Não há movimentações para promover atos para exaltar a data, embora existam insatisfações em relação à condução dos trabalhos da Comissão da Verdade. Grande parte dos militares reconhece que houve avanços nos investimentos das Forças durante os governos Lula e Dilma."

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"Quantos morreram? - Tantos quantos foram necessário."
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Por acreditar que no Brasil de hoje a busca pelo “direito à verdade e à memória” é condição essencial para nos libertarmos de um passado que não podemos esquecer, aceitei o convite da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro para fazer hoje, aqui, esse depoimento.
Mesmo sem nenhum mandato, quero falar em nome dos presos, torturados, assassinados e desaparecidos pela ditadura militar que vigorou em nosso país entre 1964 e 1985.
Como historiadora, sei que a memória não diz respeito apenas ao passado. Ela é presente e é futuro. Os testemunhos que estão sendo dados à Comissão da Verdade, embora sobre o passado, dizem respeito ao presente e apontam para o futuro, por isto mesmo espero que ajudem a construir um Brasil mais justo e solidário.
Sei também que da memória – sempre seletiva – , fazem parte o silêncio e o esquecimento. Por isso, nessas minhas fortes lembranças, permeadas por ruídos, odores, cores e dores, estarão presentes ausências e esquecimentos.
Na noite do dia 20 de agosto de 1970, no momento em que entrei no quartel da Polícia do Exército situado na Rua Barão de Mesquita, número 425, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, ouvi uma frase que até hoje ecoa forte em meus ouvidos: “Aqui não existe Deus, nem Pátria, nem Família. Só existimos nós e você”.
Hoje, passados mais de 40 anos, penso no efeito que aquela frase produziu em mim. Com vinte e um anos de idade, cheia de certezas e transbordando de paixões, eu não queria morrer.
Embora totalmente acuada e literalmente apavorada, aquela frase não deixava a menor dívida sobre algo que eu já sabia, mas que naquele momento ganhou força e concretude. Não havia comunicação ou negociação possível entre aqueles dois mundos: o meu e o deles.



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Torturador na ditadura, Coronel Ustra é escrachado em Brasília


Aproximadamente 150 pessoas estiveram no ato divulgando os crimes do militar, que não apareceu em nenhum momento

Por Redação
Aproximadamente 150 integrantes do Levante Popular da Juventude escracharam, na tarde desta segunda-feira (31), em Brasília, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador na época da ditadura militar.
Ustra foi chefe do Doi-Codi em São Paulo e teria, de acordo com o grupo, coordenado mais de 500 torturas e assassinado 50 pessoas. Muitas vítimas da ditadura militar no Brasil afirmam ter sido torturadas pelo coronel. Entre eles, o vereador paulistano Gilberto Natalini (PV), que em sessão da Comissão Municipal da Verdade, em São Paulo, apontou Ustra como seu algoz.
Durante o escracho, o coronel não apareceu na frente da casa. No chão, os ativista escreveram: “Aqui mora um torturador” e “Ditadura nunca mais”. Aos vizinhos, foram entregue panfletos que contam os crimes de Ustra.
Para Bárbara Loureiro, integrante do Levante Popular da Juventude, escrachar o coronel significa expor a impunidade  daqueles que mataram e torturaram no período militar. “São 50 anos do golpe militar e o Ustra é emblemático porque ele foi condenado na Justiça mas vive solto, morando em um bairro residencial de classe alta em Brasília.”

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Ato em frente ao DOI-Codi pede punição a militares

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