FUGAS, REBELIÕES E MORTES: BEM VINDO À PEDRINHAS!!!!


Caos. Não há melhor palavra para definir a situação do sistema penitenciário do Maranhão.

Prof. Joyce Pereira
Redação d'O Historiante


Neste mês, notícias sobre o Complexo Penitenciário de Pedrinhas (localizado em São Luís, capital do Maranhão) invadiram o noticiário nacional mostrando apenas a ponta do icerberg. O "cadeião" há muito tempo sofre o sucateamento da estrutura e com a superlotação de presos. Quase anualmente, havia rebeliões extremamente violentas que resultavam sempre na morte de presos e fugas através de túneis que eram construídos sem que fossem vistos por ninguém.




Mas, este ano, posso dizer que os presos superaram as peripécias em estratégias de fugas e de rebeliões. Em setembro, 85 presos já tinham fugido dos presídios maranhenses e ainda há em torno de 40 foragidos.
No  último dia 09 de outubro, uma rebelião matou 09 presos (extra oficialmente fala-se em 30 mortos) e 20 foram feridos devido ao conflito entre facções rivais dentro do presídio (O bonde do 40 versus O Primeiro Comando do Maranhão - uma ramificação do PCC no estado). Nessa mesma noite, ônibus foram queimados em bairros da capital , os parentes dos presos bloquearam a entrada da cidade em protesto pela falta de notícias sobre a rebelião, os feridos e os mortos. Também houve uma tentativa de resgate dos presos feridos no hospital para onde foram levados.
No dia 10, uma onda de boatos sobre tiroteios, arrastões invadiu a capital levando à população a voltar correndo para casa em plena 11:00 da manhã. Esta seria, uma retaliação do Bonde dos 40 às mortes ocorridas no presídio.






A Governadora Roseana Sarney decretou estado de emergência e solicitou a Força Nacional para o reforço da segurança no presídio, mas, mesmo com a presença de 150 homens fortemente armados os presos continuam a se sublevar e tentam fugir.

Todos esses problemas são resultantes do crescente tráfico de drogas na capital e no interior, bem como a falta de investimentos no sistema educacional e carcerário. A corrupção de alguns funcionários que trabalham dentro do presídio facilitam a entrada de drogas, armas que são combustíveis para fugas e rebeliões. As condições de vida dentro do cadeião são tão ruins, que os presos contemplados com a saída para aproveitar feriados entraram na justiça para não retornarem ao presídio por temerem por suas vidas.

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