Livro – 1968 - O Ano que não terminou: A aventura de uma Geração



Prof. Carlos Alberto Alves Lima
Redação d'OHistoriante





Réveillon de 1968, a jovem intelectualidade brasileira reunida na casa de Heloisa Buarque de Holanda – a cantora Miúcha – comemorando e discutindo a conjuntura do país e tentando de alguma forma compreender o que se avizinhava para o futuro próximo.

É nesse cenário que começa a narração, ora jornalística, ora poética, de um daqueles que viveram conscientemente todo o processo da Ditadura Civil/militar que assolou o Brasil por longos 21 anos, Zuenir Ventura. A vivência como protagonista dos acontecimentos lhe rendeu, como bom escriba, a construção do clássico: 1968 - o ano que não terminou: A aventura de uma Geração.


A riqueza da obra consiste na montagem do quebra-cabeça histórico, utilizando-se de entrevistas, bem como de documentos inéditos e ainda da sua vivaz memória. O autor consegue fazer uma relação entre os acontecimentos que marcaram a rebeldia dos estudantes na Europa – Maio de 1968 – com os sonhos, desejos, manifestações e não menos rebeldia de jovens brasileiros.

Com uma narração apaixonada e contundente, o autor nos mostra como os acontecimentos do dito ano – Congresso da Une, morte de Edson Luis, Greves Operárias, organizações de guerrilhas – contribuíram para a instauração do Ato Institucional nº 5, a fase mais mordaz e violenta da Ditadura, o atentando final ao estado de direito, o golpe dentro do golpe.

Nos vários enredos que compõe a trama, aparecem como “atores”, personalidades que povoam, nos dias de hoje, nossos noticiários: José Dirceu, Vladimir Palmeira, Fernando Gabeira, Juca Oliveira, José Serra, Fernando Henrique Cardoso. Assim, passado e presente mantém uma conexão prenhe de significações, particularmente no que concerne a construção da Nova Republica. Como nos diz logo de pronto na obra: “nem os mais otimistas dos otimistas – ou o pessimista dos pessimistas – ousariam idealizar o que 1968 viria a representar para o mundo e particularmente para o Brasil".  Ler 1968 – o ano que não terminou é tentar desvendar, de alguma forma, o Brasil que estamos vivendo e que ainda iremos viver.



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